Educação
Gerdau fecha trimestre com alta de 13% nas vendas
Em compensação, grupo sente efeitos do câmbio e da alta nas matérias-primas e registra queda de 41% nos lucros em
relação ao mesmo período de 2010
Por Marcos Graciani
A demanda crescente por aço e a retomada de países que estiveram no epicentro da crise econômica de 2009 ajudaram a alavancar os resultados do Grupo Gerdau no segundo trimestre. No acumulado de 2011, a companhia já soma uma receita bruta R$ 17,4 bilhões – 13% superior à dos seis primeiros meses de 2010. No mesmo período, porém, o lucro chegou a R$ 503 milhões, 41% abaixo de 2010. Os números foram divulgados em uma teleconferência nesta quinta-feira.
andre-gerdau-350“A alta de preços de matérias-primas e o real valorizado foram os fatores que levaram a tais resultados”, sustenta André Gerdau Johannpeter, CEO do grupo. Apenas no último ano, o preço médio do minério de ferro subiu 33%. Atenta a esse movimento, a Gerdau quer se tornar autossuficiente em minério de ferro – e, se possível, atuar como fornecedora do insumo para outros companhias. Recentemente, a siderúrgica contratou uma consultoria estudar alternativas de comercialização desses ativos de forma eficiente.
André Gerdau também comentou o plano “Brasil Mais”, lançado pelo governo federal na terça-feira passada. Entre outros incentivos, a presidente Dilma Rousseff anunciou a desoneração de impostos no valor de R$ 24,5 bilhões. “Ainda é cedo para saber o real impacto que essas medidas terão na indústria. Seguimos preocupados, pois a política cambial ainda nos atrapalha. Aguardamos por mais medidas futuramente já que o governo acenou com esta possibilidade”, afirmou André. “Tudo que possa vir a ajudar as empresas a fazer investimentos é positivo. Afinal, a indústria vive de aumentar seus pavilhões”, recordou Osvaldo Schirmer, vice-presidente executivo de finanças, controladoria & RI.
Nesta quinta, a empresa também anunciou que vai elevar, R$ 718 milhões para R$ 901 milhões, o total de investimentos previstos para as usinas de Pindamonhangaba e Mogi das Cruzes, em São Paulo. O valor adicional será usado na instalação de um novo lingotamento contínuo e um novo forno de reaquecimento em Pindamonhangaba. Em Mogi, será ampliada a capacidade de laminação de 216 mil toneladas para 276 mil toneladas por ano.
A empresa também está retomando estudos para realizar um novo investimento no Chile, onde deverá elevar a capacidade instalada da usina de Colina.
A construção de um laminador na região sul para atender ao segmento da construção civil segue em avaliação. O laminador funcionará junto a uma das três usinas que a Gerdau opera no sul do país – em Guaira, no Paraná, e em Charqueadas e Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul. A capacidade instalada do laminador será de 600 mil toneladas por ano.
Fonte: Revista Amanhã
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