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Educação

Quem precisa de pesquisa?

As pesquisas eleitorais não previram o crescimento de Marina Silva às vésperas do 1º turno. Fora com as pesquisas! Os institutos acertaram na mosca o resultado do 2º turno. Viva as pesquisas!

As reações não são muito diferentes dessas que transcrevi acima. Épocas de eleição são propícias a se debater, em tons polêmicos, o assunto.

Mas e aí, qual a real utilidade de uma pesquisa, seja ela eleitoral, acadêmica ou empresarial?

Comecemos pelo óbvio: pesquisas são úteis mas não são bolas de cristal. Devem ser interpretadas com parcimônia.

Por quê? Os institutos não são confiáveis?

Não, não é isso. É que pesquisas partem do princípio de que aquilo que as pessoas fazem ou pensam pode ser traduzido em palavras - o que é verdadeiro, mas obviamente contém limitações. Essas limitações são do próprio pesquisado, que nem sempre consegue ou tem interesse em expressar algo, ou mesmo do pesquisador, que restringe as opções de resposta a um conjunto pré-definido de alternativas. E isso não é falha metodológica ou qualquer coisa do gênero; é uma limitação da técnica, só isso.

No caso das empresas, uma boa orientação sobre quando fazer pesquisas é dada pelo publicitário Julio Ribeiro. Diz ele que pesquisas não devem aumentar o conhecimento das empresas sobre o que elas já sabem. Devem, sim, 1) mostrar o que as empresas não sabem; ou 2) mostrar o que elas já conhecem sob outro ângulo.

Com esses princípios em mãos, fica mais fácil definir o objetivo da pesquisa e a técnica a ser empregada. E, também, de ter parâmetros através dos quais julgar o que anda sendo feito pelo departamento de pesquisas da companhia.

Fonte: Blog Sr. Consumidor - André D'Angelo


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Carmem Lucia Castro da Cruz


Carmem Castro


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Informações do curso

Modalidade: Lato Sensu
Carga Horária: 390 horas
Mensalidade: 1 + 25 de R$ 386,47 - Total: R$ 10.048,15
 

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