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Educação

É preciso pensar em gestores globais

Ao organizar e atualizar a obra Gestão Contemporânea de Pessoas – Novas práticas, conceitos tradicionais, da Artmed Editora, Claudia Bitencourt confirmou o que se fortaleceu na área de recursos humanos desde 2005, ano da primeira publicação do livro, e aponta o que ganha espaço nas discussões ou temas que se consolidam ainda mais em 2010.

Doutora em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Estado (UFRGS) e professora do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), Claudia ressalta no novo trabalho a internacionalização de empresas, que não foi abordada na primeira edição:

– É uma questão forte, principalmente considerando a globalização e mercado global. Outra novidade é a questão de redes, a tendência de formar parcerias e de uma estratégia coletiva mesmo, o que muda algumas culturas empresariais.

Ao lado, veja os principais trechos da entrevista em que Claudia faz alertas a quem está procurando começar o ano alinhado com uma gestão de pessoas contemporânea.

Zero Hora – Qual a tendência em gestão de pessoas que deve se fortalecer nos próximos cinco anos?

Claudia Bitencourt – Dentro da internacionalização e da liderança global, há necessidade de pensarmos em um perfil de líder que não seja só o excelente gestor na organização, em seu ambiente local, mas que desenvolva habilidades e competências para um cenário global. Isso envolve conhecimento de culturas diferentes.

ZH – Como pequenas e médias empresas que não têm setor de recursos humanos estruturado podem administrar equipes, pensando nesta tendências?

Claudia – A melhor maneira é descentralizar essa discussão. É preciso encontrar uma maneira mais efetiva de gerenciar pessoas, independentemente de isso ser feito pelo gestor na sua área específica de atuação. Então, cada líder passa a ser responsável pela gestão da sua própria equipe.

ZH – De que forma essa questão aparece na hora da seleção de um novo funcionário?

Claudia – A gestão de pessoas, nesse caso, está nas mãos dos líderes, e isso vai desde o processo de seleção. Esse gestor tem de estar envolvido para o próprio desenvolvimento das pessoas que trabalham com ele, preocupar-se com a questão da avaliação e com o reconhecimento das pessoas. Ele tem um desafio duplo: é responsável pelo resultado concreto da sua área e pela formação de quem tem influência sobre isso.

Fonte: Zero Hora


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